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Revestimentos protetores e durabilidade das estruturas de aço
Postado em: 07/01/2014 por Guido Denipotti
A pintura é uma importante forma de proteção de estruturas metálicas. Sua durabilidade depende da qualidade da limpeza da superfície do aço. Ela é realizada com dois objetivos principais: (1) - Remoção de materiais que dificultem o contato da tinta com o aço, e, (2) - Criação da rugosidade necessária à aderência.

O jateamento abrasivo é o processo de limpeza comumente utilizado na fabricação de estruturas metálicas. Ele é feito através do impacto de partículas abrasivas contra a superfície a ser limpa.

As tintas são classificadas, em geral, pelo tipo de resina empregada ou pigmento utilizado. As tintas de fundo são costumeiramente classificadas de acordo com o principal pigmento anticorrosivo participante, enquanto que as tintas intermediárias e de acabamento são usualmente classificadas de acordo com a resina empregada.

Os tipos de tintas mais importantes para a proteção das estruturas de aço, tendo como classificação o tipo de resina, são:

• Alquídicas. Conhecidas como esmaltes sintéticos, são tintas utilizadas em interiores secos e abrigados, ou em exteriores não poluídos.
• Epoxídicas. São tintas mais impermeáveis e resistentes aos agentes químicos do que as alquídicas. De modo geral, não são indicadas para a exposição ao intemperismo, pois desbotam e perdem o brilho.
• Poliuretânicas. São tintas bastante resistentes ao intemperismo. Assim, são indicadas para a pintura de acabamento de estruturas expostas ao tempo.

Na elaboração de um sistema de pintura deve-se considerar o ambiente, substrato, preparo de superfície, tintas, sequência de aplicação, número de demãos, espessuras, tipos de aplicação e a que condições de trabalho estará submetida a superfície. Quanto melhor o preparo de superfície e maior a espessura, mais duradoura será a proteção que o sistema oferecerá ao aço. O bom preparo de superfície custa mais, porém a pintura durará mais.

Galvanização a quente é um processo de aplicação de revestimentos de zinco a componentes de aço através da imersão do componente em um banho de zinco fundido. A simplicidade do processo de galvanização a quente é uma vantagem sobre outros métodos de proteção contra corrosão.

As principais vantagens da galvanização a quente são: (1) - Custo inicial competitivo, (2) - Longa vida do revestimento, frequentemente ultrapassando os 50 anos, e, (3) - Proteção de sacrifício em áreas danificadas. A galvanização a quente, entretanto, não pode ser feita no canteiro de obras. Ela é feita em uma galvanizadora.

A taxa de corrosão do zinco varia de forma linear com o tempo. Isto permite prever com razoável precisão o comportamento futuro da proteção, baseado em exposições reais de poucos anos.

De modo geral, a perda metálica em diferentes ambientes fica situada entre 0,5 a 2 micrometros/ano. Assim, um revestimento típico de zinco, com 85 micrometros de espessura, protegerá a estrutura por 40 anos ou muito mais.

A especificação de um sistema de proteção considera, entre outros fatores importantes o custo inicial da proteção e o custo ao longo da vida útil de projeto. De modo geral, a galvanização a quente e sistemas de pintura mais robustos custam muito menos ao longo da vida útil de projeto de uma dada estrutura metálica do que sistemas mais simples de proteção. Entretanto, cada caso é um caso, e assim deve ser avaliado.
Fonte: CBCA